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Blog EntryJan 25, '11 2:49 PM
for everyone
...e aconteceu de novo!
Eu não procuro, pelo contrário, eu fujo de notícias trágicas e violentas, mas de repente, sem nem mais nem porque, estava aquela foto estampada na minha cara. Tentei escapar, deletar aquela imagem da minha mente, mas não foi possível, ela tinha grudado, se fixado na minha retina.
A foto era de um pastor alemão, magro, acorrentado e todo ensangüentado. Ele tinha sido espancado com pedras e paus, por três ”seres humanos”. O motivo? Não se sabe, mas é provável que tenha sido apenas por diversão, um sadismo banal, corriqueiro no nosso mundo.
Não é preciso ser psicólogo para saber que os primeiros anos de vida são o alicerce de nossa personalidade. Pois bem, minha primeira babá, foi o Troi, um pastor alemão.
Ele me vigiava e protegia, desde meu nascimento até os meus cinco anos.
Além de me divertir muito com ele, ele me ensinou o que é disciplina, lealdade, compromisso, respeito, seriedade, enfim...
Quando vi a foto do Apollo, lembrei do Troi e fiz uma projeção massiva. Para eu me “salvar”, aquele cão precisava se salvar.
Fiz o que pude e continuarei fazendo. Faço para me “salvar”, para não enlouquecer. A loucura parece ser romântica e criativa. Quando alguém é irreverente, espontâneo, criativo, é comum a gente dizer: “fulano é louco!” Mas na verdade o tormento mental dói, dói muito. Dói a alma.
Eu não sou samaritana, desprendida, evoluída, eu apenas sou atormentada e preciso ‘atuar” em momentos críticos. Apenas rezar, fazer pensamento positivo, não me consola, não me acalma. Eu preciso “FAZER”.
Gosto desse meu jeito de ser, mas isso não é a bondade na sua forma mais pura, desprendida, altruísta pois há uma intenção egoísta.
Agradeço a todos que me respeitam do jeito que sou e os que “fecham” comigo e compram a minha causa.
Apollo vai sair dessa e ser tão ou mais feliz que a minha Kate San.
Como já disse uma vez, para aqueles que me perguntam se eu não me preocupo com as crianças, volto a dizer: Eu me preocupo com as crianças, velhos, moradores de rua...e apesar de loira, cabem muitas preocupações na minha cabecinha. Mas são tantas elas, que nem dá tempo de cuidar da vida ordinária de pessoas pouco interessantes!

Vera Costa 2009

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